Qual o som emitido pela flauta de Krsna?

                       
      A flauta tem um regulador e essa métrica é o nome de Radharani. Nenhum outro som provém da flauta, somente, "Radhe, Radhe, Radhe, Radhe, Radhe!”. Somente este som provém - numa variedade e formas.
      Ao estudarmos a vida e o caráter de Raghunath Das Goswami, podemos conceber algo nesse particular. Das Goswami cantava diariamente: radhe vrindavana-vilasini radhe radhe radhe kanu-mano mohini radhe radhe radhe asta-sakhira siromani radhe radhe
    Nesta canção, cada verso conclui com "Radhe Radhe!" Ele é cantado diariamente no Templo de Radha Damodar. Quando Prabhupada Saraswati Thakur teve seu primeiro encontro com Gaura Kishor Das Babaji, Babaji Maharaj cantava essa canção. E sempre cantava essa canção, estivesse caminhando na estrada ou sentado em bhajan, ele sempre cantava essa canção. Esse som é a única canção que provém da flauta do Senhor Krishna. A manifestação em som de sua influência divina espalha-se por todos os mundos, transcendental e mundano.
 
Explicação de  Srila Bhakti Sundar Govinda Dev-Goswami Maharaj

Qual a diferença de mantra para mantram?

    
      Na primeira iniciação, obtemos do Guru o mantra (o mahamantra). Precisamos diferenciar conscientemente entre o mantra e o mantram (gayatri mantram).
 
       No Chaitanya Charitamrita, Krishnadas Kaviraja Goswami mostra claramente a diferença: por meio do Krishna mantra a pessoa obterá liberação da existência material, mas somente por meio do Krishna-nam a pessoa ingressará na terra da dedicação e alcançará o serviço aos pés de lótus de Krishna (krsna-mantra haite habe samsara-mochana, krsna-nama haite pabe krsnera charana). Com isso em mente, podemos compreender o que é o quê.

Palavras de Srila Bhakti Sundar Govinda Dev-Goswami Maharaj

Qual a importância de vivermos a consciência?

                 
      Basicamente, o conselho do Rg-Veda , o primeiro Veda que descende do mundo superior para esse mundo, é de que a necessidade primária para todos é conceber que existe um mundo acima, e “acima” significa na linha da consciência. A sua identidade mais elevada é a de consciência, e você deve adotar como seu abrigo esse mundo consciente que está acima de você.
     Você viverá e se moverá ali, essa é uma mudança radical. Aqui, você está na atmosfera da exploração, mas aquela é a terra do serviço. Lá, você tem de pensar em termos de serviço.  Isso paira sobre sua cabeça. Aquela região é superior à matéria de que você é feito.  Você quer essa conexão?   Ou prefere reinar no inferno a servir no céu? O que você prefere? Considere isso e, após, siga adiante.
     Deste modo, afaste-se de sua consciência animal que lhe diz que você é carne e sangue!  Você não está limitado a carne e sangue. Pelo contrário, você é uma unidade de consciência e não deseja morrer. Você não é membro deste mundo mortal, onde tudo, com certeza, destina-se a morte com sua identificação equivocada.
 
Fonte: Vivência Interna - um livro de iniciação de SRI SRIMAD BHAKTI RAKSAKA SRIDHAR DEVA-GOSWAMI MAHARAJ

Quem é Srimati Vishnu Priya Devi Dasi?

 
    


     É o ideal divino de autoentrega aos pés de lótus de Mahaprabhu. Depois que Lakshmipriya Devi, primeira esposa do Senhor Chaitanya, “morreu em separação do Senhor,” Nimai Pandit casou com Srimati Vishnupriya Devi. Quando ela tinha apenas quatorze anos, Mahaprabhu tomou sannyasa.



  

No Chaitanya Mangala, Lochana Dasa Thakura conta passatempos não mencionados em mais nenhum lugar. Ele narra a última conversa, especialmente tocante, que o Senhor Gauranga teve com Vishnupriya Devi na noite antes que Ele tomasse sannyasa. Numa voz embargada de emoção, Vishnupriya disse: “Diga-me, ó Prananatha (Senhor da minha vida), é verdade o rumor que ouvi de que irás tomar sannyasa e deixar-me? Se eu perder Tua associação então bem que posso acabar com minha vida bebendo veneno”. Respondendo com misericordiosas palavras gentis, Sri Gaura Raya disse: “Vishnupriya, Me és tão cara quanto à própria vida. Não há necessidade de ficares preocupada. Por favor, ouça o que estou para te dizer, pois isso irá te ajudar. A única verdade nesse mundo é Bhagavan e os Vaisnavas. Tudo o mais é ilusão”.

     Seguindo uma rígida prática espiritual (sadhana), ela separava um grão de arroz para cada volta de Hare Krishna que cantava em seu rosário (japa). De noite, Vishnupriya cozinhava esses grãos, oferecia-os para sua Deidade pessoal de Mahaprabhu, e honrava os restos. Atualmente conhecida como Dhamesvara Mahaprabhu, a vistosa Deidade de Sri Gauranga Mahaprabhu reside na cidade de Navadvipa.

De onde veio o nome hindu?

                         
      Esta palavra foi introduzida pelos muçulmanos das províncias ao lado da Índia, como Afeganistão, Baluchistão (Paquistão) e Pérsia. Há um rio chamado Sindhu, fazendo fronteira com as províncias do noroeste da Índia e como os muçulmanos de  lá não conseguiam pronunciar Sindhu corretamente, em vez disso, chamaram o Rio de Hindu, e os habitantes desta área de terra eles chamaram Hindus. Na Índia, de acordo com o idioma védico, os europeus são chamados mlecchas (alguém que come carne ou que é desprovido de pureza e retidão de conduta) ou yavanas. Da mesma forma, o Hindu é um nome dado pelos muçulmanos.


Explicação de  Srila Bhaktivedanta Swami Prabhupada

Qual a primeira discípula de Srila Bhaktisiddhanta?

            
      Foi a tia de Srila Kesava Maharaj, Sarojavasini-devi. Com a idade de 16 anos, Sri Vinoda brahmacari (Srila Kesava Maharaj), junto com sua tia, Sarojavasini-devi, foi visitar Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Prabhupada no momento do Sri Navadvipa Parikrama. 
   
 
 
     Srila Prabhupada não tinha discípulas e não tinha vontade de dar iniciação a qualquer mulher, mas ela pediu-lhe iniciação, ouvindo um sonoro “Não”. Então ela retrucou: “Óh, não são vocês que dizem que alma não tem nada a ver com o corpo? Uma mulher nunca pode ir para Krsna? Apenas os homens são entidades vivas? Só os homens irão fazer bhajana? Somente os homens vão voltar ao Supremo e as senhoras não vão?” Então Srila Bhaktisiddhanta a iniciou e começou a dar iniciação às senhoras da época.

Quem é realmente um devoto?

      Bhakta-tattva são todas as verdades filosóficas a respeito do devoto puro do Senhor. É muito importante saber identificar quem é realmente um devoto. No Bhagavad-gita, Krsna explica tudo isso a Arjuna, que perguntou: "Ò meu Senhor, por favor, explique-me quem é Seu devoto. É aquele que usa tilaka, kanti-mala e entoa mantras em contas?" O Senhor respondeu: "Não. Esses não são sintomas de um devoto: são aspectos externos. Apresentando tais características, talvez a pessoa seja Meu bhakta (devoto), mas talvez não seja". Krsna afirma no  Bg 10.9:
 
   Quem é Meu devoto? Aquele que está completamente absorto  em Meus pés de lótus. Sua vida e tudo mais é completamente sacrificado aos Meus pés de lótus. Quando Meus devotos se encontram, falam sobre Meus passatempos. Eles ficam completamente satisfeitos ao submergir no  oceano de Minhas atividades, assim como um grande cisne mergulha no oceano. Mergulhar  no oceano (das atividades de Krshna) é um sintoma de quem é  um verdadeiro devoto do Senhor.
 
Explicação de Srila BV Vana Maharaja

Hinduísmo versus Consciência de Krishna.

             
        Há um equívoco que o movimento da consciência de Krsna representa o hinduísmo. Consciência de Krsna não é  uma fé ou religião que pretende derrotar outros credos ou religiões. Sim, é um movimento cultural essencial para toda a sociedade humana e não considera qualquer determinada fé sectária. Este movimento cultural destina-se especialmente para educar as pessoas em como elas podem amar a Deus.
 
         Às vezes indianos tanto dentro como fora da Índia pensam que nós estamos pregando a religião Hindu, mas na verdade não estamos. Não encontramos a palavra Hindu no Bhagavad-gita. Na verdade, não há nenhuma tal palavra como Hindu em toda literatura védica. Esta palavra foi introduzida pelos muçulmanos das províncias ao lado da Índia, como Afeganistão, Baluchistão (Paquistão) e Pérsia.
 
      Na Índia, o sistema varnasrama(ordem social/espiritual) tem agora tomado  uma forma pervertida, e, portanto, um homem nascido na família de um brahmana (a mais alta ordem social) afirma que ele deve ser aceito como um brahmana. Mas esta afirmação não é aceita pelo Shastra (escritura). O antepassado pode ter sido  um brahmana segundo gotra (linhagem), ou a ordem hereditária da família, mas o real varnasrama-dharma baseia-se de fato  da qualificação que ele alcançou, independentemente do nascimento ou hereditariedade. Portanto, nós não estamos pregando o sistema atual dos Hindus, especialmente aqueles que estão sob a influência de Sankaracarya, pois Sankaracarya ensina que a Verdade Absoluta é impessoal, e assim ele indiretamente nega a existência de Deus.
 
Palavras de Srila Bhaktivedanta Swami Prabhupada



 
 

Os dois tipos de madhurya-prema em Vraja.

     Um é sambandha-atmika. Exemplos desse tipo de prema (amor e afeição) são os sentimentos de Subala, Sridama, Raktaka e Patraka, Nanda e Yasoda. Eles servem a Krsna com seu sambandha (relacionamento). Mãe Yasoda serve Krsna com seu relacionamento maternal (Vatsalya-bhava). Subala e Sridama servem a Krsna com sakhya-bhava, humor de amizade. Ratka e Patraka servem a Krsna com dasya-bhava, humor de servidão. Eles servem a Krsna primeiramente observando seu sambandha. Isso significa que primeiro eles estabelecem o relacionamento e depois o humor de serviço se manifesta.
    O outro é kamatika. As gopis servem Krsna com kamatika (luxúria transcendental). As gopis servem a Krsna de modo  que o humor de serviço se manifesta primeiro, tornando sambandha algo secundário. O que vem primeiro é  o humor servil, seva-vrti. Elas não observam se há algum relacionamento. Elas servem, a Krsna com seus corpos, mentes e palavras.
 
 
 
 
 
Explicação de Sripad BV Vana Maharaja

Como entender o sectarismo?

                       
Obs - Sectária é a pessoa não aberta ao diálogo, com visão estreita ou intolerante.

   O sectarismo é um subproduto natural da Verdade Absoluta. Quando inicialmente os acaryas determinam e instruem a Verdade, ela não está poluída com o sectarismo. Todavia, as regras e regulações recebidas através da sucessão discipular, no que diz respeito à meta e ao método de alcançá-la, podem mudar no decorrer do tempo de acordo com a mentalidade e localização das pessoas.
                 
   Assim que uma comunidade gradativamente vai desenvolvendo os seus padrões, ela vai desenvolvendo aversão pelas outras comunidades e considera os padrões dos outros inferiores. Esses sintomas sectários são vistos em todos os países desde tempos imemoriais. Isso é muito evidente nos neófitos e também ocorre em certa medida entre os madhyama-adhikaris. No entanto, nos uttama-adhikaris não há indício de sectarismo.
                         
  As pessoas de mentalidade de cisnes (aquelas que  assumem um comportamento mais elevado) consideram a necessidade de diferentes práticas de acordo com a qualificação das pessoas, e portanto estão naturalmente desapegadas das disputas sectárias.

        

             Fonte: Sri Krsna Samhita de Srila Bhaktivinoda Thakur

O que é Sankhya-yoga?

                  
          A filosofia Sankhya é compilada pela Suprema Personalidade de Deus em seu aparecimento como Kapila, filho de Kardama Muni e Devahuti. Ele é kala, expansão da expansão de Krsna. O sistema Sankhya baseia-se em jnana(conhecimento recebido através da sucessão discipular, das escrituras) e vijnana(aplicação prática de tal conhecimento). Essa filosofia explica como alguém pode livrar-se da condição miserável da vida material.
 
 
 

Explicação de  Srila Bhaktivedanta Swami Prabhupada

O que é um mayavadi?



O mayavadi defende que na realidade só existe o Ser Absoluto e tudo o mais é falso. Tanto nossa existência como indivíduos como a existência do universo que conhecemos é irreal (maya). Ele defende a idéia de que, no plano da consciência (Brahman), não há diferenciação (adwaita) entre a parte e o todo: aham brahmasmi, eu sou o Brahman.

Comentário de Srila Prajñana Kesava Maharaja
 

De onde vem os devotos puros do Senhor que encontramos nesse mundo?


      
 
 
 
    Os servos de Goloka e Vaikuntha também são vistos estando dentro da jurisdição do brahmanda, o universo material, mas isso é apenas uma brincadeira, lila. Eles vêm do plano superior apenas para participar dos passatempos do Senhor e, em seguida, retornar. As almas caídas vêm da posição marginal dentro do brahmajyoti e não de Vaikuntha.
 
Explicação de Srila Bhakti Raksak Sridhar Dev-Goswami Maharaj

 

Por que a alma veio ao mundo da exploração ?

    Isto deve ser atribuído à sua natureza inata, que é dotada de livre arbítrio. É uma livre escolha. Isso está fundamentado no Bhagavad gita (5. 14):
       "A alma é responsável por sua entrada  na terra da exploração."
   A responsabilidade é com a alma, caso contrário, o Senhor seria responsável por sua condição de angustia. Mas Krsna diz que a alma inata é responsável pelo seu entrelaçamento no mundo material. A alma é consciente, e consciência significa dotada de liberdade. Porque a alma é atômica, seu livre-arbitrio é imperfeito e vulnerável. O resultado dessa livre escolha é que alguns estão vindo ao mundo material, e alguns estão indo para o mundo espiritual. Assim, a responsabilidade é com a alma individual.
Palavras de Srila Bhakti Raksak Sridhar Dev-Goswami Maharaj



Srila Bhakti Sundar Govinda Dev-Goswami Maharaj - Sannyasa day


   Em honra ao dia de sannyasa de Sua Divina Graça Srila Bhakti Sundara Govinda Dev-Goswami Maharaja em 6 de novembro de 1985, seguido do dia do aparecimento de Srila Bhakti Rakshaka Sridhara Dev-Goswami Maharaja, foi oferecido um breve foto jornal, feito por Swami B.K. Giri, para a satisfação de nossos mestres divinos e seus devotos, amigos e seguidores.
 


   Srila Bhakti Sundar Govinda Dev-Goswami Maharaja, um dia depois da cerimônia de sannyasa em novembro de 1985, preparando-se para falar da função realizada no Natha Mandira para comemorar o dia do aparecimento de Srila Bhakti Rakshakha Sridhara Dev-Goswami.
 
  
   No dia anterior, um barbeiro local foi chamado para ajudar Srila Govinda Maharaja  para sua cerimônia de sannyasa  raspando sua cabeça. Bhakti Kiron Giri Maharaj olha como o barbeiro faz o seu trabalho.
 
 
    Srila Govinda Maharaja, como ele apareceu em março de 1984. Ele tinha acabado de discutir alguns assuntos importantes da gestão do math com Srila Sridhara Maharaja, como é evidenciado pelos documentos e papéis ainda em sua mão.
 
    Srila Sridhara Maharaj solicitou seu irmão espiritual, Srila Bhakti Pramode Puri Maharaja para executar o sacrifício de fogo. Felizmente, ele o fez e é visto aqui na frente da coluna, lendo algumas instruções para o yajna (sacrifício).
 
 
    Srila Govinda Maharaja, também muito familiarizado com os procedimentos para a realização de sacrifícios de fogo, assiste cuidadosamente e não hesitou em emprestar sua própria orientação para a cerimônia.
 
 
 Na mesma linha com Srila Sridhara Maraj, Srila Govinda Maharaja, Srila Puri Maharaj, Srila (Kiron) Giri Maharaja.
 
    Srila Sridhara Maharaja estava esperando na sua varanda quando  o sacrifício de fogo terminou, após o qual Srila Govinda Maharaja veio e ofereceu dandavats ao seu Divino Mestre. Vários de nós também nos reunimos lá. Srila Sridhara Maharaja começou a glorificar o seva de Srila Govinda Maharaja e alguns de nós fizemos o mesmo. Srila Govinda Maharaja tomou seu assento em um tapete pequeno ao lado da cadeira do Srila Guru Maharaja. Guru Maharaja pediu-lhe para falar algo. Ele falou muito brevemente contando que o desejo de Srila Guru Maharaj,  por muito tempo, era que ele, Srila Govinda Maharaja, tomasse sannyasa, assim ele poderia transformar  tudo para ele e Govinda Maharaja finalmente aceitou, dizendo: "eu sou seu cabra, você pode cortar minha cabeça se quiser."
     Srila Govinda Maharaja então nos disse, "Eu sou o servo dos devotos". Ele tem provado isso ao longo de toda a sua vida.
 
  Após reunião com Srila Sridhara Maharaj, Srila Govinda Maharaja, acompanhado de todos os Sannyasis presentes, foi para a sacada do Natha Mandira para posar para esta foto. 
 
 
     Aqui Srila Bhakti Sundar Govinda Maharaj está de pé na sacada  do Natha Mandira no dia de sua cerimônia de Sannyasa, 6 de novembro de 1985. Todos os treze Sannyasis, na foto com ele, também tinham recebido sannyasa, ou nomes de sannyasa de Srila Sridhara Maharaja. Os nomes daqueles com ele, que me lembro, são (da esquerda para a direita): Bhakti Sripadas,  Bhakti Vedan Mahayogi , Bhakti Kanan Giri, Padmanaba, Bhakti Viraha Avadhuta , Bhakti Vijnana Bharati, Bhakti Kiron Giri, Bhakti Sudhira Goswami, Bhakti Ananda Sagara, Bhakti Aloka Paramadwaiti, Bhakti Abhaya Narayana, Bhakti Hrdaya Bom e outro que eu não lembro. 

Srila Vana Maharaja: um sadhu perfeito


      Nasceu em uma família de brahmanas Vaishnavas, no distrito de Midnapura da Bengala Ocidental em 02 de janeiro, 1959, perto do pada tirtha de Caitanya Mahaprabhu (os pés de lótus do Senhor são chamados tirtha-pada porque sob Sua proteção, existem centenas e milhares de pessoas santas que santificam os lugares sagrados de peregrinação) chamado Pichalda mencionado no Sri Caitanya-caritamrita. A palavra 'vana' significa floresta.

     

   Desde sua juventude, Vana Maharaj esteve muito ligado a Sri Caitanya Mahaprabhu e Nityananda Prabhu e adorava Seus pés de lótus.

     
    Ele recebeu seu Bacharelado em Economia da Universidade de Calcutá em 1980. Seu tio, Bhaktivedanta Madhusudhana Maharaja, que era o comandante do templo da Devananda Gaudiya Math (que pertence a missão Sri Gaudiya Vedanta Samiti estabelecida por Srila Bhakti Prajnana Kesava Gosvami Maharaj, sendo Srila Bhakti Vedanta Paryataka Maharaj o atual acharya), o inspirou a dedicar sua vida para o serviço de Radha e Krishna.
 
  “Quando terminei a universidade eu pensei: Tenho que ir a Navadvipa Dham. Assim que cheguei encontrei com meu tio (Madhusudhan Maharaj que tinha saído de casa com 10/11 anos). Eu não o conhecia, só tinha ouvido falar de suas glórias. Eu não tinha planejado ficar no templo, só queria visitar o dhama.”
    Sri Devananda Gaudiya Matha está situado na Teghori Pada, em Sri Nabadwip Dham, distrito de Nadia na Bengala Ocidental, estado de Índia  e, é um lugar proeminente santo dos Gaudiya Vaisnavas.

     Assim, tornou-se um aluno excepcional da escola espiritual mais antiga do mundo, a Brahma Gaudiya Sampradaya, iniciada pelo próprio Senhor Krishna que instruiu o Senhor Brahma na ciência espiritual, há milhares de anos.

   Em 1981, Srila Vana Maharaja se juntou a Gaudiya Vedanta Samiti, e ia regularmente ouvir hari katha de Param pujyapada Nitya lila pravistha astotara sri 108 Bhakti Raksaka Sridhara Gosvami Maharaja.


Srila Vana Maharaja:  

   O primeiro Hari-katha que ouvi de sua boca de lótus (Srila Sridhar) foi o Bhakti Rasamrita Sindhu, fiquei muito impressionado. Ele estava muito intoxicado com gaura nama. Quando os devotos lhe faziam perguntas ele cantava gaura gaura gaura. Sempre tive afeição e amor por Srila Caitanya Mahaprabhu desde meu nascimento. Então pensei: Óh, eu vim para o lugar certo. O inglês de Srila Sridhar era muito requintado e algumas coisas eu não entendia. Assim eu ia sempre em seu templo. Ele me disse : fique no meu templo. Não, não – respondi. Eu vou ficar no templo onde meu tio fica, o Devananda Gaudya Math, todos os meus parentes estão lá. Porque em outro templo eu não conhecia ninguém.Entao ele riu e brincou comigo.Ele me abençoou.


  Srila Sridhara Maharaja  pediu para Srila Vana Maharaja permanecer no seu templo, mas Vana Maharaja estava muito apegado a Srila Bhaktivedanta Narayana Gosvami Maharaja. 
  Srila Vana Maharaj:

 Quando o encontrei pela primeira vez ele (Srila Narayana) me perguntou: “De onde você veio?” Um devoto falou que ele era sobrinho de Krsna Krpa Bramachari (Bhaktivedanta Madhusudhana Maharaja). Ele disse: Bom. Você está cantando os santos nomes? Eu disse: Gurudev, eu canto os santos nomes em minha mente. Ele respondeu: Não, não, não. Você deve cantar os santos nomes com uma japa-mala. Então ele apontou para seu servo Navin Krsna Bramachari (Madhava Maharaj) e disse: Ei, traga uma japa-mala.
Ele me deu em seu quarto e disse “cante os santos nomes”.

 

  Srila Narayana Maharaja instruiu Sripad Vana Maharaj na filosofia vaisnava, e ele dava aulas diariamente sobre o Jaiva Dharma, Brahma Samita, Bhagavad-gita, os sandharbhas e outras literaturas vaisnavas.
 
 
   



    Srila Narayana Maharaja deu a Sripad Vana Maharaja harinam e depois de seis meses, ele recebeu diksa de Srila Bhaktivedanta Vamana Gosvami Maharaja (Ele entrou na Gaudiya Math quando criança e recebeu harinama de Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura. Ele deu sua vida em serviço a Srila Bhakti Prajnana Kesava Gosvami Maharaja, e por muitos anos foi o presidente-acarya da Gaudiya Vedanta Samiti, sendo considerado como siksa-guru por Srila Narayana Maharaj.Desapareceu em sua manifesta lila em 15 de novembro de 2004).

 Srila Vana Maharaj relata esse encontro com seu Gurudev:
   Srila Vamana Maharaj me perguntou: Quem lhe deu essa japa mala? Eu disse: foi Srila Narayan maharaj quem me deu. Ele pegou a japa e pôs em sua cabeça, fazendo pranamas e me devolveu. Minha mente ficou perturbada, isto quer dizer que ele não me deu harinam. Ele disse: Ok, cante os santos nomes. Depois de seis meses ele me deu diksa com o nome de Sudhana Brahmacari.



   A estima de seu Guru-Sannyas (Srila Narayan Maharaj) por ele:


  Gurudeva disse a Navina Krsna Brahmacari (Sripad BV, o nome de Madhava Maharaj quando era brahmacari): "Se Subal Sakha vem, nunca impeça  ele de me ver !" (Subal Sakha era o nome de Sripad BV Vana Maharaj quando era brahmacari). Se Gurudeva estava doente, às vezes sua porta estava fechada. Se eu vinha, às vezes ele (Navina Krsna Brahmacari) dizia: "Gurudeva está doente". Então, se eu não viesse por um ou dois dias, Gurudeva me censurava: "Por que você não veio?" Gurudeva dizia: "Em qualquer circunstância você deve vir!” Eu só estou lembrando que Gurudeva também nunca me deteve. A qualquer momento eu poderia ir ao seu quarto.


  Na última vez em que Gurudeva estava doente, em Govardhana, às vezes os sannyasis e os brahmacaris não podiam entrar no quarto dele, mas se eu fosse ninguém poderia me impedir. Se eu batesse na porta, seus servos teriam que abri-la. Caso contrário, se eu dissesse a ele que eu não tinha vinda porque alguém havia me impedido, Gurudeva ficava tão chateado com eles. Por esse motivo, ninguém me impedia.

 
    Sripad Vana Maharaja tem servido a Srila B.V. Narayana Maharaja desde 1982. No festival de Gaura Purnima no ano de 2000, Sripad Vana Maharaja, que era conhecido como Sriman Subal Sakha Brahmacari, recebeu o titulo de Bhaktivedanta e a ordem de sannyasa, e está agora pregando ao redor do mundo sob a guia e as instruções de seus divinos mestres.                               
 
Srila Vamana e Srila Narayana
 

 
 Seus pés de lótus